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Tipster: És um informante ou um palpiteiro?

Tipster: És um informante ou um palpiteiro?

Para um tipster saber se é um informante ou um palpiteiro, tem de perguntar a si mesmo:

O que é que o diferencia na sua escolha de apostas dos demais? Consegue projetar linhas com maior precisão do que uma casa de apostas, ou apenas imita a mesma?

O título do artigo coloca uma questão importante, pois a grande maioria não sabe fazer a distinção entre:

  • um informante, que apoia as suas decisões em números e informações;
  • um palpiteiro, que baseia as suas decisões no conhecimento que tem do desporto e no vasto conhecimento geral que tem das equipas.

Não é fácil fazer esta distinção, já que às vezes nem o próprio tipster sabe explicar em que se baseiam as suas decisões em cada caso. Em certos casos poderá pensar que baseia as suas decisões em números e informações, quando na verdade o faz por palpite.

A questão aqui é ainda mais complexa. O que diferencia a sua escolha de aposta das escolhas dos demais? O que o fez achar que determinada aposta era de valor?

São questões que levantam ainda mais questões. Mas tudo se torna mais fácil ao fazer a pergunta certa. E cá vai ela:

A linha que projetou para o evento está à frente da linha projetada pela casa de apostas? Ou seja, consegue projetar linhas com mais precisão do que uma casa de apostas, ou apenas consegue imitar a mesma?

Antes de entrar de cabeça nesse assunto, vamos deixar claro uma coisa sabida por qualquer profissional do meio:

Um tipster é um informante, que tem por base os números, históricos, muito conhecimento do desporto e da liga em que atua e, principalmente, dispõe de muita informação de qualidade.

A informação é a chave de tudo. No mundo profissional das apostas, não basta estar à frente das casas de apostas nas linhas, pois há um inimigo ainda pior para enfrentar, que são os outros apostadores, mais rápidos, mais precisos e atentos e que possuem um poder financeiro razoável e que podem acabar com qualquer cotação de valor, antes mesmo de serem projetadas as primeiras linhas.

Muitos acham que ser um apostador é uma tarefa fácil. Basta escolher algo, apostar e contar com a sorte. Mas na verdade é preciso ter uma base matemática forte e muito estudo para evoluir neste mercado. Além disso ainda temos que enfrentar outros apostadores, numa luta diária por cotações de valor. Hoje em dia, os apostadores enfrentam o preconceito, as casas de apostas, outros apostadores e ainda lutam para manter a sua sanidade mental. Então pergunto, onde está a facilidade nisto tudo?

Hoje em dia há milhares de tipsters, ou que pelo menos se consideram como tal, mas a questão aqui é, será que têm o que é preciso para serem profissionais?

Já ouvi muitos tipsters dizer que conseguiam ser lucrativos sem estudar nada do mercado ou ter informações priviligiadas sobre os eventos em que apostam, vangloriando-se pela sua ignorância.

Enganado

Há muitos palpiteiros por aí, que dão os seus palpites e pagam para serem apostadores, mas vivem numa ignorância tremenda. Outros vivem num mundo ainda mais obscuro, no qual não há evolução. Sabem projetar linhas, mas apenas imitam as casas de apostas, porque não vão além dos números, isto é, não têm informação priveligiada.

Poderia dizer que se um tipster não saber projetar uma linha, então não é um tipster, mas isso não é verdade. Conheço alguns informantes que não projetam linhas. Simplesmente sabem quando uma linha abriu acima ou abaixo do que deveria, apenas com base numa ótima fonte de informação. O grande problema que estes apostadores enfrentam é a questão de encontrar odds justas, já que normalmente todo o valor já foi sugado e o que está disponível está muito perto do valor real ou mesmo abaixo. Neste aspeto o seu trabalho como tipsters não está a ser bem feito, já que deveriam controlar melhor o valor dessas linhas, pois no longo prazo o seu lucro será abatido por essas linhas justas.

Agora, entrando de cabeça no mundo matemático por trás das apostas, se o tipster apenas consegue imitar uma casa na tomada de decisões e previsões de linhas, no longo prazo acaba por abater em demasia o lucro previsto, isto se conseguir sequer permanecer na zona lucrativa.

A questão é que neste caso o tipster depende de investidores para se manter. Neste caso não é verdadeiramente um apostador, mas alguém que depende do lucro de terceiros para obter lucro. E nesta linha de pensamento, que investidor iria investir com alguém que investe muito para obter pouco retorno?

Outra questão é que as casas de apostas ignoram muitas informações quando projetam as linhas, para além de que mais informações vão surgindo depois de as linhas já terem sido criadas. Cabe ao apostador, ou tipster, ajustar essas linhas de acordo com a realidade, como se colocasse pesos numa balança para nivelar as possibilidades daquele evento, antes que a casa de apostas o faça.

Ouço muitos dizerem que é impossível ter lucro neste mercado, que implica muito risco e é instável. Acontece que os mesmos fulanos que dizem isso, não possuem uma base completa para fazer as suas escolhas de apostas. Ou seja, mesmo sendo bons a adquirir informações, até mesmo informações privilegiadas, pecam na hora de definir as linhas de valor real das odds. No longo prazo, soa como se pegassem numa pá de concha, a enfiassem bem fundo no seu camião de dinheiro e o atirassem estrada fora.

É o conceito a que eu chamo de sangrar. São pequenas gotas que no final fazem uma grande poça. Sangram um bocadinho aqui e ali, apostando com odds justas com unidades inteiras. No final das contas isto abate demais o lucro, pois é preciso lembrar que temos a variância que ajusta tudo isto, a que no caso chamamos de CURVA, pois o conceito de variância é usado de uma forma errada por apostadores e jogadores de póquer.

No final deste artigo concluo que a grande maioria dos tipsters são palpiteiros, pois não possuem base nenhuma para poder exercer a profissão, enquanto outra grande parte apenas imita os movimentos das casas de apostas e realiza a chamada troca de dinheiro com as casas, isto para além de uma parte que tem toda a base necessária para realizar boas apostas, mas peca ao ignorar a base matemática, deixando de lado a simples projeção de uma linha e a definição da menor cotação em que devem apostar uma unidade.

Poucos realmente exercem um trabalho profissional que se possa levar a sério. Mas este artigo pretende ser mais uma crítica construtiva do que uma crítica negativa, pois há muitos bons tipsters que pecam ao cometer pequenos deslizes, pelo que no final acabam por ficar a zeros nos sites de registo. (risos)

O conceito que aqui tentei esclarecer é que um tipster é um informante, ou seja, não dispõe apenas da base matemática, mas também de uma fonte muito boa de informações, custe o que custar. Além disso, deve estar à frente das casas de apostas. É o mínimo que qualquer tipster ou apostador deve fazer. O difícil é manter-se à frente de outros apostadores que sejam bons no que fazem. Esses são os verdadeiros inimigos neste mercado.

Um tipster é um informante que dispõe de uma boa base matemática e também de uma fonte muito boa de informações.

Mas para todos os que estão a traçar o seu caminho, resta aprender. Com estudo e dedicação nada é difícil!

Espero que tenham gostado deste artigo. Um grande abraço a todos!
 

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