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Julgamento do caso “Jogo Duplo” arranca hoje


Julgamento do caso “Jogo Duplo” arranca hoje

Esta quinta-feira será marcada pelo início do julgamento do processo “Jogo Duplo”.

27 arguidos, entre eles jogadores, dirigentes desportivos e empresários estão acusados de corrupção ativa e passiva.

A acusação do processo conhecido como Jogo Duplo, que começa nesta quinta-feira a ser julgado no Campus da Justiça, parece um manual de como combinar resultados.

Movimentos de apostas online fora do que era estatisticamente razoável para jogos da II Liga portuguesa motivaram um alerta internacional por parte de uma entidade que acompanha o que se passa nos sites de apostas e levaram à investigação da Polícia Judiciária.

Segundo o despacho de pronúncia a que o DN teve acesso, nesta investigação estão em causa, crimes de associação criminosa em competição desportiva (punida com 1 a 5 anos de prisão agravada em um terço por envolver agentes desportivos), corrupção ativa e passiva em competição desportiva (1 a 5 anos de prisão no primeiro caso e 1 a 8 no segundo, podendo ser agravadas por envolver agentes desportivos) e apostas desportivas à cota de base territorial (mais conhecida como as apostas no Placard) fraudulentas.

Os inspetores da PJ detetaram, segundo a acusação, mensagens de texto nas redes Whatspp e Telegram entre alguns dos elementos envolvidos na suposta rede onde eram combinados resultados e pagamentos.

Por exemplo, refere-se que foi oferecido a um jogador seis mil euros caso provocasse uma grande penalidade. Ou que o valor mínimo pago a cada um dos jogadores aliciados rondaria os cinco mil euros.

Outra das situações com que alguns dos atletas foram confrontados na altura em que foram detidos - a operação da PJ aconteceu em duas fases, a 14 de maio de 2016 com a detenção de 15 pessoas; e em março de 2017, onde foram detidos mais cinco indivíduos - passou pelo facto de os futebolistas apostarem no jogo do Placard da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa - o que lhes está proibido pelo regulamento do jogo. Como sabiam o que estava combinado para determinado desafio - fosse o resultado ou os golos marcados - apostavam nesse resultado e ganhavam.

Entre os arguidos estão atletas do Oriental, Oliveirense, Penafiel e Académico de Viseu, a par de dirigentes, empresários e um membro de uma claque. Há também nomes associados à indústria das apostas desportivas.

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