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Estudo RGA: 68% dos jogadores apostam ilegalmente


Estudo RGA: 68% dos jogadores apostam ilegalmente

O estudo da Remote Gambling Association permite traçar o perfil dos apostadores online em Portugal – quase 70% dos inquiridos admite apostar em plataformas ilegais.

As apostas desportivas, como sempre, lideram o jogo online.

A Eurogroup Consulting desenvolveu e conduziu um inquérito online com o objetivo de apurar a dimensão do mercado de apostas online em Portugal. Enviado por email para uma lista de contactos, publicado aqui, na Academia das Apostas, e ainda em alguns grupos privados do Facebook, com o Apoio da Associação Nacional de Apostadores (ANAon), conseguiu-se um total de 1042 respostas completas e válidas.

Daí, concluiu-se que, quase sete em cada dez dos apostadores online em Portugal (68% dos inquiridos) tentam a sorte em operadores não registados, seja de uma forma exclusiva ou em conjunção com as casas que se encontram licenciadas.

Esta escolha é justificada, sobretudo, pelo facto de se garantirem melhores probabilidades (odds). E, neste caso, este dado é consistente com as características do mercado português, onde o setor das apostas desportivas (opção de 86% dos inquiridos) é o mais importante e também o mais afetado por restrições de tributação, baseada no volume de negócios, ao invés da receita bruta, como acontece com os jogos de azar.

Nas apostas desportivas, a base de tributação é o volume de apostas, com um peso entre 8% e 16%. Já no caso de jogos de fortuna e azar, os chamados jogos de casino, essa base é o lucro que as casas obtêm das apostas.

Em consequência desta preferência pelas casas ilegais, os operadores licenciados ressentem-se: apenas 39% do montante apostado por jogadores portugueses online é aplicado no mercado regulado.

Apostar online, com base no inquérito solicitado pela RGA, percebe-se que faz parte de uma rotina diária para mais de metade dos apostadores em Portugal. Quando questionados sobre a altura em que realizaram o registo, 87% dizem tê-lo feito antes de 2016, ou seja, ainda antes de ter sido atribuída a primeira licença de jogo online em Portugal, em Maio de 2016. 7% registaram-se em 2016 e 6% em 2017.
 

“À luz dos objetivos traçados pelo governo quando criou o regime jurídico de jogos e apostas online, nomeadamente a proteção dos consumidores e a redução do mercado não regulado, este estudo mostra que o mercado português, nos moldes atuais, não está a cumprir estes objetivos, sobretudo o do combate ao mercado ilegal.”, aponta Pierre Tournier, Diretor de Relações Governamentais da RGA.
 

Perante este cenário, Pierre Tournier diz que o Estado português "falhou" nos três objetivos que traçou aquando do enquadramento desta atividade: proteger o consumidor, reduzir a dimensão do mercado não regulado e aumentar as suas receitas fiscais. "Dos três objetivos, não atingiram nenhum", resume.

Prova disso é que apenas um dos mais dos 30 membros da RGA, a Pokerstars, está presente em Portugal. Foram emitidas 11 licenças a sete operadores. Destas, quatro dizem respeito a apostas desportivas. Bet.pt, Estoril Sol Casinos, Casino Portugal, BetclicPokerstars, Casino Solverde e A Nossa Aposta são os operadores atualmente disponíveis.
 
Para que outros nomes como Betfair, Bet365 ou Paddy Power possam entrar no mercado português, a RGA pede alterações. "A primeira mudança que deve ser feita é nas taxas", afirma Pierre Tournier. Depois, a RGA acrescenta que gostaria de ver alargado o catálogo das apostas desportivas, atualmente restrito às modalidades existentes em Portugal e representadas por uma federação. Essa oferta limitada, para Pierre Tournier, está a levar apostadores a escolherem operadores não licenciados no país.
 

“Acreditamos firmemente que o governo português deve seguir exemplos de outros países europeus que têm regulado com sucesso o setor, adotando um imposto baseado em GGR e renunciando a algumas das restrições, como o catálogo de desportos, que atrairia mais operadores em Portugal ", acrescenta Pierre Tournier.

 
Portanto, a RGA acredita que um regime de licenciamento mais sensível, juntamente com um sistema de tributação viável, com base na receita Gross Gaming (GGR) para todos os produtos online, conduziria a um melhor resultado para os jogadores, para a indústria do jogo e ainda para o governo.
 

E vocês? O que acham?

anaon, betfair, jogo online, rga

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Comentários (8)


  1. DM2016 05 Dez 2017 - 15:10
    Em vez de tentarem legalizar isto corretamente, andam com tretas que não lembram ao menino jesus !!! Antigamente estávamos em um vazio legal sem problemas depois começaram ai os campeões a mostrarem Ferraris na tv e malta das juntas de freguesias que também são apostadores e lixaram tudo.
  1. xxx 05 Dez 2017 - 22:07
    O que achamos ?...

    Eu pensava que a lei era boa e a santa casa e o santana eram nossos amigos !
  1. vmfs1969 05 Dez 2017 - 23:05
    Enquanto a santa casa mandar nisto, o processo ainda vai no adro....betfair......já tenho muita pouca esperança que alguma vez cá chegue.
  1. Calipso 07 Dez 2017 - 10:28
    Talvez com pressão de fora isto começe a andar, é preciso virem estudos de fora para ouvirem que falharam em todos os objetivos e que devem seguir o exemplo dos outros países que estão a ter mais sucesso neste setor
  1. nuno_serra 07 Dez 2017 - 11:08
    Eles não falharam naquilo que eram os seus objectivos, manter a prática das apostas sob tutela da SCML ( palavras do actual Primeiro Ministro).
    Se repararem bem, ninguém os pode acusar de não disponibilizarem as apostas e Poker online em Portugal. Não está bom? Pra nós não está, mas para eles está óptimo.
    Se houvesse vontade da parte do governo em resolver as coisas a nossa favor já estavam resolvidas há meses.
  1. ordep71bet 01 Fev 2018 - 14:58
    Isto só se resolve se todos nós fizermos um boicote e durante um mês ou mais não colocarmos lá o nosso dinheiro. Até digo melhor eu amo muito o meu dinheiro e da minha parte já o deixaram de ver á muito tempo. e cada vez que vou ao café só vejo anormais com o placard na mão a pensarem que é o melhor produto do mundo.
  1. Gomes Ferreira 01 Fev 2018 - 17:40
    "O que acham?"
    Acho que devem parar de falar  na percentagem de jogadores que apostam "ilegalmente", porque isso só vai fazer com que o governo tome medidas para dificultar ao máximo essa alternativa.(não é assim tão dificil).
    Falem no que é importante como o tipo de taxação que é tão mau que até a AT concorda, ao permitir que os sujeitos passivos optem por regime normal, pois é tão mau que apartir de poucas dezenas de milhares de euros o imposto por volume de negócios é uma aberração.
    Falem no direito que as pessoas têm de serem livres num mundo cada vez mais "online", de tal forma que agora até são obrigados a entregar declarações via internet. E há formas de se poder jogar em qualquer casa e o Estado poder receber a sua parte.
    E digam-lhes que os viciados são doentes e como tal podem e devem ser tratados tal como quem se droga (com drogas legais e ilegais), fuma, bebe e tantos outros vícios, mas que isso nunca deve impedir as pessoas de serem livres de se dedicarem ao negócio das apostas e de fazerem da sua vida o que entenderem.

    E não se esqueçam de falar das casas que limitam os jogadores de forma a que eles só possam perder, pois isso não são casas de apostas e são essas que o Estado apoia com estas leis, pois as casas "a sério" nunca virão para Portugal nestas condições.

    Ah! E digam-lhes que o Placard não corre perigo. Tem o seu espaço,e não o vai perder porque os apostadores a sério querem é casas de apostas a sério.
  1. akereldo 02 Fev 2018 - 10:07
    Gomes escreveu:
    "O que acham?"
    Acho que devem parar de falar  na percentagem de jogadores que apostam "ilegalmente", porque isso só vai fazer com que o governo tome medidas para dificultar ao máximo essa alternativa.(não é assim tão dificil).
    Falem no que é importante como o tipo de taxação que é tão mau que até a AT concorda, ao permitir que os sujeitos passivos optem por regime normal, pois é tão mau que apartir de poucas dezenas de milhares de euros o imposto por volume de negócios é uma aberração.
    Falem no direito que as pessoas têm de serem livres num mundo cada vez mais "online", de tal forma que agora até são obrigados a entregar declarações via internet. E há formas de se poder jogar em qualquer casa e o Estado poder receber a sua parte.
    E digam-lhes que os viciados são doentes e como tal podem e devem ser tratados tal como quem se droga (com drogas legais e ilegais), fuma, bebe e tantos outros vícios, mas que isso nunca deve impedir as pessoas de serem livres de se dedicarem ao negócio das apostas e de fazerem da sua vida o que entenderem.

    E não se esqueçam de falar das casas que limitam os jogadores de forma a que eles só possam perder, pois isso não são casas de apostas e são essas que o Estado apoia com estas leis, pois as casas "a sério" nunca virão para Portugal nestas condições.

    Ah! E digam-lhes que o Placard não corre perigo. Tem o seu espaço,e não o vai perder porque os apostadores a sério querem é casas de apostas a sério.

    Concordo em absoluto! amén amén