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Placard leva menores a apostar


Placard leva menores a apostar

O número de adolescentes rendidos ao Placard aumenta.

Os casos reportados são residuais, no entanto, há até técnicas de manipulação das regras.

Tem pouco mais de um ano e é considerado o “novo vício português”. Apostar em eventos de futebol, basquetebol ou ténis recorrendo a colegas maiores de idade ou então fornecendo o número de contribuinte dos pais, pegou moda entre os mais novos.

É nos intervalos das aulas que muitos deles aproveitam para fazer a tão desejada aposta. Dirigem-se ao café mais próximo e tentam a sua sorte , claro se tudo correr como planeado.

Em declarações ao jornal SOL, os comerciantes realçam a preocupação da Santa Casa no que toca ao controlo das apostas nas escolas: “Mandam-nos vários posters, autocolantes, cada vez temos mais sinais a dizer que é proibida a venda a menores de 18 anos. Para além disso, chamam-nos para formações sobre o assunto, onde nos dizem o que devemos ou não fazer nestas situações. Têm investido bastante nesta área.”.

À chegada do estabelecimento, na parte de trás do balcão, encontra-se o responsável que rapidamente solicita o cartão de identificação, ou pelo menos devia ser assim em todos os casos, só para depois, se se confirmar, haver permissão de venda. No entanto, há sempre exceções. Ou porque já conhecia a pessoa em questão e, aqui, não lhe interessa verificar se é maior de idade, ou então, em situações mais graves, simplesmente não exige.

Segundo o artigo do SOL, depois de uma visita a alguns estabelecimentos comerciais na Grande Lisboa, os responsáveis mostram-se atentos e dizem que se recusam a vender jogos a menores. Mas, assim que são questionados com a pergunta “passam por aqui muitos menores a tentar comprar o Placard?”, automaticamente assumem um tom mais reservado e preferem até nem responder.

Uma situação numa papelaria próxima do liceu de Sintra ficou registada pela equipa do jornal SOL. Era um grupo de adolescentes, aparentemente descontraídos, a registar boletins do Placard. Quando questionados sobre a idade, o mais alto prontifica-se a responder: “tenho 18 anos”. Assim que fica tudo tratado, sem responderem a mais perguntas, tomam o caminho até ao liceu, mas agora com alguma pressa.

Sendo um grupo composto por adolescentes mais novos (tirando o rapaz de 18 anos), a questão surge: Será isto permitido? Não, uma vez que os menores se encontravam dentro do estabelecimento a escolher os resultados das partidas de futebol.

Neste caso correu bem para os “apostadores ilegais”, mas, e para as jovens que estavam à porta, prontas a registar boletins do Euromilhões?
À saída, numa primeira tentativa de abordagem por parte do SOL, fogem sem dizer uma palavra. O mesmo acontece com outros três adolescentes, do lado de fora do estabelecimento já com os papéis do Placard na mão. Quando questionados pelo SOL, riem e fogem.

Fonte oficial da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa confirma que foram implementadas medidas preventivas, assim como “uma política sistemática de prevenção e sensibilização para a proibição do jogo por menores, em estreita colaboração com todos os mediadores Jogos Santa Casa bem como com autoridades policiais competentes”.

Quando confrontada com o acréscimo deste tipo de práticas, a Santa Casa considera que é “obviamente lamentável”, mas que as medidas aplicadas têm revelado bons resultados e que a maioria dos mediadores com que trabalha têm mostrado estar a cumprir a lei.

Tem-se observado um número de situações reportadas pelas autoridades e detetadas pelos serviços do Departamento de Jogos da Santa Casa muito residual, sendo que em todos os casos sinalizados e após averiguação cuidada dos mesmos, se procede à aplicação das penalizações previstas.”

Quanto a dados concretos de ocorrências, segundo o SOL, esses ficam por conhecer. Fonte oficial da PSP informou que o sistema não permite isolar estes casos do total de contraordenações associadas ao jogo.

 

Fonte: SOL

apostas desportivas, jogos santa casa, placard

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Comentário (3)

  1. mariaedu 20 Jan 2017 - 14:54
    Adolescentes e burros 
  1. Paradox 21 Jan 2017 - 00:10
    Os pais destes miúdos deviam levar uma grande multa (acima dos 500 euros) que é para ver se tomam controlo do comportamento lamentável dos menores.

    Apostar é para gente grande, ponto.
  1. brainar 31 Jan 2017 - 15:31
    Paradox escreveu:
    Os pais destes miúdos deviam levar uma grande multa (acima dos 500 euros) que é para ver se tomam controlo do comportamento lamentável dos menores.

    Apostar é para gente grande, ponto.

    É realmente algo lamentável, no entanto empurrar assim as responsabilidades para os pais é uma análise superficial do problema, isto porque se formos a ver os adolescentes também vêm as publicidades que dão na tv, os filmes que refletem a ideia do "dinheiro fácil" e também assim eles são atraídos a arriscar. Mas isso sempre aconteceu, no entanto o placard veio salientar mais isso devido à facilidade em apostar, cada um pode baixar a aplicação e desde que tenha um BI de maior de idade pode apostar e um adolescente consegue um facilmente. Aqui o problema pareceu-me mesmo o "mediador", aquele senhor/senhora que quando recebe uma aposta e não pede o BI para verificar a foto e a idade, que apenas pede o nºde contribuinte. Estas pessoas têm um papel fundamental para contrariar este problema porque se disserem que não vai criar dificuldade e isso vai fazer com que adolescentes percam a vontade porque nem sempre têm oportunidade. Mas aí entra aquele senhor/senhora que diz: "se eu disser que não eles vão à casa do lado que diz que sim e eu é que ainda perco clientela". Aí já cabe à Santa Casa ter uma resposta sancionatória perante este tipo de atitude, porque aquilo que eu vejo é uma publicidade que nada diz que menores não podem apostar, pelo contrário, "apostem na desportiva" até parece uma brincadeira eu lembro-me que quando comecei a querer apostar ainda era menor, mas na altura para se inscrever numa casa de apostas era necessário uma data de formalidades e documentos que para um menor era difícil de ter e isso sempre me desencorajou, agora em certos estabelecimentos nem BI é preciso, meio que torna o jogo acessível.

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