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Inteligência Racional versus Inteligência Emocional

Inteligência Racional versus Inteligência Emocional

Se juntarmos a capacidade de trabalho ao conhecimento cognitivo, e estas duas variáveis doseadas com o controlo das emoções, estamos a elaborar uma fórmula de sucesso.

Este artigo é uma reflexão da importância da Inteligência Emocional no trabalho de um trader.


Quando dizemos ou reconhecemos que alguém é inteligente estamos normalmente a reconhecer a inteligência racional (nível e capacidade cognitiva) que traduz resultados tangíveis, mensuráveis e na maior parte das vezes serve de base para tomadas de decisão.

Embora muitas vezes negligenciada ou até desconhecida, a inteligência emocional é o que permite manter um equilíbrio tendencialmente com valor esperado positivo em tudo aquilo que fazemos na nossa vida.


Definição de Inteligência Emocional

A inteligência emocional representa a capacidade para compatibilizar as emoções e a racionalidade: usar as emoções para facilitar a razão e raciocinar inteligentemente acerca das mesmas.

Para ser um bom líder é preciso ter competências de carácter emocional e social. Os líderes de inteligência emocional desenvolvida têm mais sucesso e chegam mais longe na sua carreira.

Citando o artigo do Bezos na Academia das Apostas: “Viver do Trading”:
«Como em tudo na vida, ter sucesso na Betfair exige muito trabalho, estudo e dedicação, pelo que a idealização, construção, implementação e teste de um método demandará muitas noites sem dormir, muitos cálculos, inúmeras ponderações e muitas dores de cabeça. Não se iludam! O lucro fácil não existe!»

Podemos assumir sem grande contestação, que jovens estudantes ou profissionais já licenciados nas áreas da engenharia, economia, finanças ou gestão, reúnem conhecimento cognitivo que se lhe juntarmos o gosto e conhecimento pela prática desportiva, estão reunidas as condições para poder a médio longo prazo ser uma fórmula de sucesso no trading.
Em particular todos os que nascemos antes da década de 90 (60, 70 e 80), crescemos a jogar á bola na rua e nas escolas com os nossos amigos e aos fins-de-semana acompanhávamos os nossos pais e avós aos jogos do clube do coração. Isto permite-nos ter um conhecimento do jogo que é reconhecido com o título de "treinador de bancada".

Há no entanto uma "VCS" (Variável Crítica de Sucesso) que pode validar ou invalidar em definitivo a combinação supostamente vencedora que identifiquei no parágrafo anterior: o controlo emocional dos intervenientes face aos diversos incidentes que, por exemplo, um jogo de futebol pode conter.

Aquele frio na barriga quando uma equipa é completamente dominadora, cria oportunidades de golo de 5 em 5 minutos e de repente sem que nada o fizesse prever há um contra-ataque do denominado "underdog" e faz golo.
Aqui certamente mais de 90% dos apostadores entram em estado de "freezing" e apenas 10% terão capacidade para naturalmente agirem de forma fria e racional sem que as emoções resultantes do acontecimento afectem o seu discernimento no que às suas acções seguintes diz respeito.

No entanto a amostra era constituída na sua totalidade por potenciais traders que do ponto de vista racional e cognitivo reuniam o perfil do "trader ideal".


Uma história como analogia

Alguém se prepôs em 12 anos a fazer carreira na área de gestão de empresas estabelecendo como objectivo desempenhar a função de director geral numa empresa que apresentasse um balanço contabilístico ao nível duma média ou grande empresa.

Sabia á priori que o objectivo só seria alcançado se durante este trajecto, os resultados das funções que iria desempenhar fossem alcançados e reconhecidos pelo mercado de forma a poder receber propostas de trabalho que lhe permitissem mudar de empresa e consequentemente passar a desempenhar funções dum nível superior ao que desempenhava antes; isto deveria acontecer por 3 ou 4 vezes.

Efectivamente, ao fim de 8 anos, este personagem alcançou o seu objectivo de médio-longo prazo, e durante 5 anos foi director geral de uma PME sendo reconhecido ao fim de dois anos, como um dos gestores com mais sucesso na indústria. Este reconhecimento foi vinculado quer pela imprensa especializada, quer pelos empresários e gestores das principais empresas do sector.

O seu ego em sentido figurado era igual ao de quem tem "o rei na barriga".

Passado algum tempo entrou em litígio com a Administração para a Europa a quem reportava, e como sabia que tinha uma procura quase imediata por parte dos principais players do sector achou que poderia arrastar um processo em tribunal durante vários anos e recusar diversas propostas de trabalho.

Todo o foco deste personagem estava no reconhecimento público vinculado por um tribunal de que a razão estava do seu lado.
O final da história, creio que a maioria dos leitores já perspectivou: não há insubstituíveis e a vida continua.
Neste caso fechou em definitivo a possibilidade de reentrar numa indústria onde foi premiado e reconhecido.

Tudo isto porque foram as emoções a comandar as decisões que tomou.

Este foi um exemplo de alguém que tinha com certeza uma inteligência racional talvez acima da média, mas que por outro lado demonstrou ter uma inteligência emocional que não lhe permitiu conciliar as emoções e a razão de forma a decidir com valor esperado positivo.


A passagem para o trading em jogos de futebol

Tive contacto com esta actividade há aproximadamente 5 meses. Estava familiarizado com esta actividade ao nível de futuros financeiros, vejo e pratiquei desporto desde que me começaram a crescer os primeiros dentes. Adoro futebol e considero-me um excelente "treinador de bancada".

Em pouco tempo experimentei 2 ou 3 softwares, li os 2 livros do PR, e seguindo muitos dos concelhos que tive oportunidade de ler e ouvir já fiz com certeza mais de 500 jogos com todos os perfis possíveis e imaginários.

Concluí para já que talvez possa continuar desde que garanta que as causas ou motivos que me levaram a perder a totalidade das bancas não se voltem a repetir.

Isto porque após ponderação e análise dos motivos que fizeram com que o total do lucro de mais de 100 jogos seguidos fosse perdido em menos de 15 minutos, ficou perfeitamente evidente que sem conseguir controlar as minhas emoções não vou com toda a certeza, continuar a insistir na prática duma actividade cujo resultado final é tendencialmente negativo.

Assim, depois de alguma pesquisa (aconselho a investir muito em research), encontrei várias abordagens sobre a relação entre as teorias sobre a inteligência emocional e a sua relação e implicação em profissionais que frequentemente estão expostos a situações de tomadas de decisão influenciadas pelo stress que afecta ou não o resultado final. 

Apresento abaixo as principais questões em que, no meu entender, um potencial trader deve dedicar a sua aprendizagem:

1. Como melhorar a inteligência emocional: Lidar com emoções negativas

Controlar as nossas próprias emoções negativas é essencial para manter o equilíbrio emocional. Não pode deixar uma emoção negativa (como por exemplo sofrer um red) comandar as suas atitudes nem influenciar os seus pensamentos, pelo contrário, uma emoção negativa tem de ser controlada, contida, para não ultrapassar o limite.

2. Como melhorar a inteligência emocional: Lidar com a pressão

Toda a gente tem os seus momentos mais stressantes, mas a forma como se lida com esse stress é que varia de pessoa para pessoa. Uma pessoa que lide com o stress procurando soluções práticas e equilibradas, diz-se assertiva. Se por outro lado deixar as suas acções serem dominadas pelas suas emoções é uma pessoa reactiva. No Trading não queremos ser reactivos, pois a influência das emoções leva a atitudes irreflectidas e aumenta a probabilidade de perda.

3. Como melhorar a inteligência emocional: Interpretar a emoção dos outros

Um trader que consegue aprimorar a sua inteligência emocional vai conseguir identificar as pequenas nuances que as emoções dos outros deixam transparecer, tirando proveito disso. Consegue por exemplo perceber as expressões faciais e linguagem corporal de jogadores e treinadores e aferir o que isso poderá trazer para o jogo.


Conclusão: O reconhecimento da importância da Inteligência Emocional

Se fizerem uma consulta no Wikipedia, vão poder ler que apenas em 1983, Howard Gardner, na sua teoria das inteligências múltiplas , introduziu a ideia de incluir tanto os conceitos de inteligência intrapessoal (capacidade de se compreender a si mesmo e de apreciar os próprios sentimentos, medos e motivações) quanto de inteligência interpessoal (capacidade de compreender as intenções, motivações e desejos dos outros).
Para Gardner, indicadores de inteligência como o QI não explicam completamente a capacidade cognitiva. 

Assim, embora os nomes dados ao conceito tenham variado, há uma crença comum de que as definições tradicionais de inteligência não dão uma explicação completa sobre as suas características.

O conceito de inteligência emocional foi desenvolvido por Daniel Goleman e de acordo com a sua análise, esta é definitivamente a base que pode sustentar um desempenho superior em profissionais que são movidos e avaliados em resultados.
Segundo Goleman a inteligência emocional pode até ser responsável pelo sucesso ou insucesso dos indivíduos.

Os dois indicadores principais são: 

  • perceber se o profissional tem uma auto-avaliação precisa, ele deve ter a capacidade de se conhecer como ele realmente é ou o mais próximo possível;
  • compostura, ou seja, a habilidade de lidar com situações complicadas mantendo a calma;

Um profissional que tenha uma inteligência emocional superior, é reconhecido por ser paciente e manter a compostura em situações de stress, e que perante a ambiguidade de factos apresenta uma tolerância acima da média.

 

Concluindo, creio ser consensual após a leitura deste artigo que estamos perante uma definição de um conceito que tem ainda muito pouco tempo de estudo e análise, mas que ao mesmo tempo nos permite perceber a sua importância numa actividade com elevados níveis de ansiedade, cheia de medos e receios, e onde se tende a justificar as perdas e más decisões com a "falta de sorte".

Se juntarmos a capacidade de trabalho ao conhecimento cognitivo, e estas duas variáveis doseadas com o controlo das emoções, estamos a elaborar uma fórmula de sucesso.

Espero os vossos comentários e opiniões através do fórum da Academia das Apostas.

 

disciplina, emoções, inteligência emocional, inteligência racional, stress

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Comentário (50)

  1. mcontramestre 27 Ago 2014 - 12:27
    Artigo muito interessante e de valor acrescentado para todos nós que queremos tirar algum partido das apostas. Parabéns pedropereira14.
  1. Baneno 27 Ago 2014 - 13:26
    Bom artigo
    devia de ser de leitura obrigatoria a quem se inicia no trading
    boas apostas
  1. ribeiromarujo 27 Ago 2014 - 16:08
    Parabéns excelente artigo!
  1. sandrogomes1 27 Ago 2014 - 19:43
    Obrigado por mais um excelente artigo que me e nos serve para cada vez mais crescermos.
  1. medjai 28 Ago 2014 - 00:27
    Excelente!!!
  1. francisxl 28 Ago 2014 - 10:07
    Parabéns pelo artigo... muito bom!!!
  1. Forestkeeper 28 Ago 2014 - 10:27
    Muito bom artigo mesmo!!
  1. rikardoGoulart 28 Ago 2014 - 10:59
    Eu já pensei assim. Já acreditei que o importante seria ser capaz de me controlar, ser frio como o gelo e ter uma paz interior digna de um monge tibetano. No entanto, nos últimos tempos tenho começado a ver o cenário com outros olhos. Apesar de continuar a ver a importância de estar no comando dos meus sentimentos, comecei a entender uma coisa: sou humano. E como ser-humano, sou constantemente invadido pelas mais variadas emoções, potenciadas pelas mais insignificantes nuances do meu dia-a-dia. E não posso esperar algo diferente. São essas emoções e sentimentos que me diferenciam de uma pedra. São essas emoções que me motivam e me tornam que eu sou.

    Se por um lado, está estabelecido que ninguém está imune a emoções (positivas ou negativas), tem de ficar claro que não podemos esperar ter o auto-controle necessário para bloquear todas elas. O auto-controle é como um músculo [verdade, podem "googlar"] e por muito que nos custe, o nosso dia-a-dia encarrega-se de o esgotar. De cada vez que dizem "não" àquela fatia de bolo, que resistem a insultar que vos insulta, que geram paciência para lidar com o filho que não para de berrar, ficam mais fracos para resistir à tentação seguinte. Ora, como um músculo, o nosso auto-controle pode - E DEVE - ser, obviamente, trabalhado, mas tal levará tempo e nunca será o todo-poderoso mecanismo que esperamos dele.

    Por isto, cada vez mais dou importância a desenvolver inteligência emocional, não para manter o equilíbrio emocional, para saber como lidar com a pressão, ou manter a calma, mas sobretudo para aprendermos o que nos faz funcionar. Mais importante de esperarmos ser capazes de nos controlar mediante uma qualquer situação é saber que (e como) nos podemos descontrolar e agir antes do pior acontecer.
    Se alguém estiver a fazer uma dieta, não faz sentido comprar bolachas e mantê-las na dispensa para se obrigar a resistir-lhes. É muito mais simples e eficaz, não as comprar à partida, eliminando o problema pela raíz.
    Conhecer-me o suficiente para saber que posso falhar é, para mim, mais importante do que esperar não falhar à partida.


    [É apenas a minha opinião, obviamente] 
  1. caracolinha 28 Ago 2014 - 11:04
    Um fantástico artigo! Obrigado por esta excelente partilha.
  1. esponja99 28 Ago 2014 - 11:47
    Bom Artigo! Parabéns!

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