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Adversidades da Liquidez Partilhada em Portugal


Adversidades da Liquidez Partilhada em Portugal

A liquidez internacional afinal irá ser feita entre países cujo o órgão regulador português considere estarem reunidas as condições técnicas para essa partilha.

Fica a conhecer mais sobre a última sessão de esclarecimentos da ANAon

Na última quinta-feira foi dia de sessão de esclarecimentos da ANAon. 90 minutos de “teamspeak” sobre o regulamento da “liquidez partilhada” enviado para a Comissão Europeia, fizeram com que os associados ficassem a par das novidades relativas a todo este processo legislativo.

No entanto, as notícias não foram as melhores. Depois da reunião tão esperada com o SRIJ em Lisboa, o envio do regulamento da liquidez internacional para a Comissão Europeia era um ponto assertivo. Não sofreu alterações substanciais quando comparado à proposta original, ou seja, o espírito do mesmo não se afastava da ideia de liquidez internacional que a ANAon e os seus associados defendiam inicialmente.

Mas, adversidades que faziam temer pelo sucesso da implementação da liquidez internacional no sistema de jogos surgiram. Uma das condições propostas não incluía a necessidade de acordos dos vários estados membros para que se aceitassem jogadores desses mesmos estados membros, entretanto tudo mudou.
 

Para um jogador português poder partilhar liquidez com um jogador francês, a França terá que ser reconhecida por Portugal como um mercado de partilha através de acordo bi-lateral entre os reguladores ou através de reconhecimento explicito em lista aprovada pelo SRIJ”, revela com preocupação, Paulo Rebelo, presidente da ANAon.
 

A ANAon, como defensor de jogadores de póquer, apostas simples à cota e ainda defensor dos apostadores das apostas cruzadas, não vê com bons olhos esta noticia. A dependência da necessidade de haver acordos com todos os países, de forma a registar-se uma verdadeira liquidez internacional é preocupante para todos aqueles que esperavam trabalhar diretamente com a Betfair a partir de Portugal.
 

Pode ser possível que o Estado consiga acordos com pelo menos os principais países, tais como por exemplo Reino Unido, ou quem sabe, a maioria dos países, e assim, temos na mesma a liquidez internacional em Portugal, no entanto não deixamos de registar como algo preocupante no nosso ponto de vista, da ANAon.”, continua Paulo Rebelo.
 

Entretanto, a ANAon revela ainda a falta de novidades relativamente às apostas cruzadas. O regulamento não foi simplesmente enviado ainda , está a ser trabalhado e falta por parte do legislador encontrar a melhor forma de o fazer e de o escrever para que as pretensões dos jogadores sejam satisfeitas”, assume o Presidente da ANAon, garantindo que todos as ideias dos apostadores, de forma sistemática, fazem-se chegar aos responsáveis. Depois do regulamento concluído, “as condições que o Estado acha como sendo indispensáveis para poder dar licenças a bolsas de apostas para operarem em Portugal”, isto é, requisitos técnicos, como impostos, terão que fazer parte de todo o processo.
 

Não tenho esperança que voltemos a ter , pelo menos tão breve, apostas cruzadas aqui em Portugal. Vejo sucessivos entraves, sucessivos obstáculos que têm de ser ultrapassados, enfim, não nos cabe a nós , à ANAon, fazer com que as apostas cruzadas sejam uma realidade. Não nos cabe, na verdade, mudar a lei.”
 

No entanto, a novidade das apostas simples em corridas de cavalos amenizaram a sessão de esclarecimentos.


O turismo mostrou bastante interesse em resolver o tema dos cavalos para este ano de 2017, mas falamos só de apostas simples porque, enquanto não tivermos a betfair ou uma betdaq, ou melhor, enquanto não tivermos regulamento que permita uma bolsa de apostas a operar em Portugal, também o trading em cavalos não será possível.”
 

Apesar de todas as más notícias, a ANAon garante que, quando os principais temas chegam massivamente à associação, e são posteriormente enviados ao legislador, sentem recetividade na resolução de pontos menos corretos que afetam muitos dos apostadores. Assim, “aquilo que estava ao alcance da ANAon, foi feito”.
 

anaon, liquidez internacional, liquidez partilhada, srij

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Comentário (200)


  1. adec_12 25 Jan 2017 - 12:04
    jocamario escreveu:
    Quantos somos em Portugal?

    Não valeria a pena mobilizarmos a comunidade de apostadores para uma manifestação clara em frente da SRIJ.

    Todos sabemos que não podemos apagar fogo com álcool, mas com a água.
    Se queremos tirar mel das colmeias não podemos espantar as abelhas..

    Penso que se não fizermos nada de concreto em breve, dificilmente conseguiremos " apagar " este fogo.

    Não nos podemos precipitar, mas no entanto, não nos podemos deixar " fossilizar " enquanto esperamos pela volta da Betfair.

    Todos queremos a Betfair de volta, então todos temos que lutar por isso.

    Porque não nos juntamos numa manifestação ? Os meios de comunicação vêm sempre grande relevância nas manifestações (por vezes com menos de 100 pessoas )... Nós não somos 100... somos muito maior que esse número... podemos ir muito mais longe porque somos muitos... e quando somos muitos a querer uma coisa... quem está no poder cede...
    Concordo parcialmente como que referes. Mais do que uma manif e mais do que questionar a legalidade de todo o processo através de advogados, na minha opinião terá de ser feito um estudo que contrarie as opções tomadas pelo regulador até então e aí sim dar conhecimento ao país desse facto.
    Exemplo:
    -Quanto ganharia o estado se a tributação fosse sobre o lucro e não sobre o volume?
    -Quanto deixou o estado de ganhar devido à demora na legislação das cruzadas e hípicas?

    O país precisa sempre de novas fontes de receita e a resposta a estas duas simples questões pode fazer com que muita gente se questione das opções tomadas.
  1. ruipereira 25 Jan 2017 - 17:33
    Concordo com o jocamario. Esse estudo sobre o que o estado já perdeu com este atraso já devia ser feito.
  1. Bad_Boy4ever 26 Jan 2017 - 00:50
    Boa noite, desde o início deste processo, e principalmente com a jogada de bastidores da agora chamada "geringonça", fiquei muito preocupado com a situação do "exchange" em Portugal, isto porque o nosso caro 1º ministro já havia dito que era a Santa Casa quem devia gerir estas coisas de apostas em Portugal (não foram exactamente estas palavras, mas quem conhece os modelos socialistas sabe bem que monopólios é com eles).

    Como muitos aqui, procurei alternativas, nos tão aclamados brokers, no entanto, como muitos aqui, não me conformo com o facto de isto não andar para a frente e de as coisas terem tido um retrocesso, isto é, quando havia um vazio na lei, éramos livres de apostas ou fazer trading, com a lei, simplesmente o trading desapareceu e mesmo a nível de apostas punter é uma vergonha as odds que nos oferecem.

    Na minha opinião é benéfico para todos nós apostadores, os mais profissionais e os recreativos, que nos organizemos e entremos com uma ação específica em tribunal a contestar estes entraves que têm vindo a ser constantemente colocados à entrada de outras empresas no sector, nomeadamente na questão das apostas cruzadas, eu não sou entendido no assunto, mas das disciplinas de direito que tive na faculdade (FEUC), acho que temos matéria para colocar uma ação judicial na Comissão Europeia por barreiras à entrada de uma ou umas empresas num determinado sector (peço a quem seja entendido no assunto que se pronuncie sff).
    Naturalmente, isto para ser viável tem que ter uma adesão em massa e uma determinação constante, preparando as pessoas se necessário, até para protestar de forma mais audível (ndr: meios de comunicação social).
    Para financiarmos isto, podia ser criada uma conta do estilo "solidária", onde quem quisesse podia fazer uma doação para fazer face aos custos, desde já declaro-me disponível para ajudar nessa doação.

    Não podemos continuar neste impasse, se nada fizermos, nada será feito, porque este não é o tipo de governo reformista e quem os apoia ainda menos reformistas o são.

    Fica aqui a minha opinião, apelo a que mais pessoas se façam "ouvir" neste forum, para que possamos enriquecer a discussão e por ventura arranjar uma solução.

    Cumprimentos.
  1. Goal 26 Jan 2017 - 07:28
    Mas é preciso andar cá com alguns estudos do que se tá a perder? A AnAon alertou o governo para a taxação relativa às apostas à cota, expressou veemente que para as casas se mostrarem interessadas em entrar no mercado nacional, a taxação teria de ser aos ganhos e não à totalidade das apostas, o governo rejeitou a sugestão... e quase 1 ano após a entrega da 1º licença a uma casa internacional, esta mantém-se como a única casa com licença... isso não diz tudo? Isso não mostra desde logo o dolo por parte do governo? 1 ano, uma licença? wtf! Até na Roménia eram às dezenas nos primeiros meses e com um governo bastante rígido e conflituoso.

    Se sempre avançar-se com um projecto semelhante ao que o xxx falou, continuo a dizer que estou dentro. Não quero é ninguém da AnAon no comando, nesse caso estou fora. Porque a mim não me serve alguém que defende que o governo está de boa fé nisto, alguém que supostamente defende os apostadores nacionais mas ao mesmo tempo aceita publicidade de casas miseráveis, contribuindo assim para o perpetuar da situação deplorável em que nos encontramos, alguém que aceita todo o tipo de desculpas do governo e cala, desculpas como "há questões delicadas neste processo, há questões técnicas complicadas, há bla bla bla bla"... HÁ O QUÊ, AMIGOS? A BULGÁRIA NO FIM DE 2013 COMEÇOU A TRATAR DA SUA REGULAMENTAÇÃO RELATIVA AO JOGO ONLINE, NO FINAL DE FEVEREIRO DE 2014 JÁ ESTAVA A CONCEDER LICENÇAS À BETFAIR PARA EXCHANGE (liquidez internacional), CAVALOS, POKER, ETC.

    Tribunal com eles.
  1. Goal 26 Jan 2017 - 07:50
    Ainda posso enumerar mais porcarias por parte da AnAon, culparem os apostadores por blackouts falhados... ainda tou para saber de quem foi essa brilhante ideia, é que não era nada expectável que os doentes dos placards se metessem logo a criar contas na Pokerstars.pt, aliás, até alguns jogadores profissionais por lá andam.

    Desespero que leva a ideias ridículas, como a do presidente da AnAon achar que o Blip pode ser fundamental para o regresso da Betfair. Caro Paulo, não foi até aqui, pois não? Porque haveria de ser a partir daqui, que não numa situação de falares algo que te pudesse ajudar de alguma forma a criar entusiasmo em pessoas com fome?

    Discurso ambíguo do presidente da AnAon, em reuniões da AnAon quase sempre afirmou que o governo lhe parece de boa fé no processo, numa live que fez há uns meses com o Nettuno (um brasileiro que até frequenta o fórum), deve ter pensado que o público alvo da live era única e exclusivamente brasileiro e aí já dizia, mesmo que não directamente, que havia muitos interesses por trás.

    PS: Ainda assim, agradeço o tempo perdido por parte da AnAon. No geral tenho-vos como gente com intenções boas relativamente ao processo, fundamental na ajuda da criação de regulamentos, etc. No entanto não me sinto representado por vocês. sorry
  1. Gomes Ferreira 26 Jan 2017 - 08:57
    Sempre pensei que tinha que haver pressão por via judicial.Impostos ao volume são uma aberração, e só gente de má fé poderia propô-la. Proibir as apostas cruzadas sem ter uma legislação é outro caso (porque é que a Uber pode continuar sem ter legislação, mas o trading da apostas não?).São situações que já indicavam o que se ía passar.
    Mas há questões:
    -Quem é o advogado que vai ter testículos para ntar o sistema?
    -Quem é que vai liderar o processo?
    -Que custos irá ter?
    Já muitas pessoas opinaram sobre o assunto, mas é preciso tempo, dinheiro, e ter uma estratégia bem feita.
    Talvez os responsáveis da Academia podessem lançar tópicos especificos para o assunto.
    Na minha insignificante opinião, a liderar o processo podiam ser os apostadores que foram obrigados a emigrar e que queiram voltar a Portugal e os apostadores que foram limitados nas apostas das casas existentes (se existirem).
    Na questão de advogados, teriam que ter nome feito e não tivessem medo do sistema. Mas certamente custariam muito dinheiro.Quem vai financiar?
    E fico por aqui, são só desabafos.
    Boas apostas.
  1. adec_12 26 Jan 2017 - 11:13
    Goal escreveu:
    Mas é preciso andar cá com alguns estudos do que se tá a perder? A AnAon alertou o governo para a taxação relativa às apostas à cota, expressou veemente que para as casas se mostrarem interessadas em entrar no mercado nacional, a taxação teria de ser aos ganhos e não à totalidade das apostas, o governo rejeitou a sugestão... e quase 1 ano após a entrega da 1º licença a uma casa internacional, esta mantém-se como a única casa com licença... isso não diz tudo? Isso não mostra desde logo o dolo por parte do governo? 1 ano, uma licença? wtf! Até na Roménia eram às dezenas nos primeiros meses e com um governo bastante rígido e conflituoso.

    Se sempre avançar-se com um projecto semelhante ao que o xxx falou, continuo a dizer que estou dentro. Não quero é ninguém da AnAon no comando, nesse caso estou fora. Porque a mim não me serve alguém que defende que o governo está de boa fé nisto, alguém que supostamente defende os apostadores nacionais mas ao mesmo tempo aceita publicidade de casas miseráveis, contribuindo assim para o perpetuar da situação deplorável em que nos encontramos, alguém que aceita todo o tipo de desculpas do governo e cala, desculpas como "há questões delicadas neste processo, há questões técnicas complicadas, há bla bla bla bla"... HÁ O QUÊ, AMIGOS? A BULGÁRIA NO FIM DE 2013 COMEÇOU A TRATAR DA SUA REGULAMENTAÇÃO RELATIVA AO JOGO ONLINE, NO FINAL DE FEVEREIRO DE 2014 JÁ ESTAVA A CONCEDER LICENÇAS À BETFAIR PARA EXCHANGE (liquidez internacional), CAVALOS, POKER, ETC.

    Tribunal com eles.
    Uma qualquer guerra faz-se e ganha-se antes de entrar no conflito, no terreno difuso da opinião pública. Bem sei que a anaon tentou e fez ver o regulador para outras opções de tributação e suas consequências. Mas uma vez que o regulador não as considerou talvez fosse a hora de esclarecer a opinião pública para a questão. E como é que poderia ser feito? Através de estudos comparativos entre os modelo de tributação sobre o volume e sobre o lucro e demonstrando que o estado deixou de ganhar x por essa opção (hipoteticamente). O exchange teria o mesmo procedimento.
  1. adec_12 26 Jan 2017 - 11:17
    Gomes escreveu:
    Sempre pensei que tinha que haver pressão por via judicial.Impostos ao volume são uma aberração, e só gente de má fé poderia propô-la. Proibir as apostas cruzadas sem ter uma legislação é outro caso (porque é que a Uber pode continuar sem ter legislação, mas o trading da apostas não?).São situações que já indicavam o que se ía passar.
    Mas há questões:
    -Quem é o advogado que vai ter testículos para ntar o sistema?
    -Quem é que vai liderar o processo?
    -Que custos irá ter?
    Já muitas pessoas opinaram sobre o assunto, mas é preciso tempo, dinheiro, e ter uma estratégia bem feita.
    Talvez os responsáveis da Academia podessem lançar tópicos especificos para o assunto.
    Na minha insignificante opinião, a liderar o processo podiam ser os apostadores que foram obrigados a emigrar e que queiram voltar a Portugal e os apostadores que foram limitados nas apostas das casas existentes (se existirem).
    Na questão de advogados, teriam que ter nome feito e não tivessem medo do sistema. Mas certamente custariam muito dinheiro.Quem vai financiar?
    E fico por aqui, são só desabafos.
    Boas apostas.
    Teoricamente nada foi proibido, está é muito...demorado.A questão doa advogado parece-me simples de resolver, não te esqueças que os grandes casos, apesar de potencialmente complexos, dão...visibilidade.
    Agora, há uma coisa que estranho e muito: o silêncio dos clubes. Por que razão contentar-se-ão com tostões quando poderiam ter milhões se o mercado fosse efetivamente aberto?Qual é a posição da liga de clubes?
  1. Goal 26 Jan 2017 - 12:00
    Gomes escreveu: Proibir as apostas cruzadas sem ter uma legislação é outro caso (porque é que a Uber pode continuar sem ter legislação, mas o trading da apostas não?)

    A Uber está activa em Portugal por coisas que se passam por baixo da mesa, entre responsáveis e políticos. Tão simples quanto isso.

    Está num vazio legal, tal como as apostas estavam... o estado lançou guerras e mais guerras contra a publicidade de casas de apostas a clubes e competições nacionais durante anos... ontem meto no Setúbal - Braga e o que vejo nos painéis publicitários junto ao relvado? Publicidade à Uber... and that's it.

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    adec_12, também sou dessa opinião. Por mim era manifestações, vias de comunicação públicas e tribunal com eles.

    Está na hora de começarem a respeitar-nos.

    PS: E quando falei dos estudos, não quis dizer que não fossem necessários... mas sim que nem é preciso grandes estudos para se provar o dolo e má fé do estado contra a maioria em prol de um sector de afilhados.

    Já agora, quanto ao silêncio dos clubes, tem que se dever a alguma coisa... mas o Porto já abriu um bocadinho a boca em relação à Bet.pt... se calhar tem ainda mais para abrir e quem diz o Porto diz outros tantos clubes.
  1. Paulo Rebelo 26 Jan 2017 - 14:55
    Goal escreveu:
    Mas é preciso andar cá com alguns estudos do que se tá a perder? A AnAon alertou o governo para a taxação relativa às apostas à cota, expressou veemente que para as casas se mostrarem interessadas em entrar no mercado nacional, a taxação teria de ser aos ganhos e não à totalidade das apostas, o governo rejeitou a sugestão... e quase 1 ano após a entrega da 1º licença a uma casa internacional, esta mantém-se como a única casa com licença... isso não diz tudo? Isso não mostra desde logo o dolo por parte do governo? 1 ano, uma licença? wtf! Até na Roménia eram às dezenas nos primeiros meses e com um governo bastante rígido e conflituoso.

    Se sempre avançar-se com um projecto semelhante ao que o xxx falou, continuo a dizer que estou dentro. Não quero é ninguém da AnAon no comando, nesse caso estou fora. Porque a mim não me serve alguém que defende que o governo está de boa fé nisto, alguém que supostamente defende os apostadores nacionais mas ao mesmo tempo aceita publicidade de casas miseráveis, contribuindo assim para o perpetuar da situação deplorável em que nos encontramos, alguém que aceita todo o tipo de desculpas do governo e cala, desculpas como "há questões delicadas neste processo, há questões técnicas complicadas, há bla bla bla bla"... HÁ O QUÊ, AMIGOS? A BULGÁRIA NO FIM DE 2013 COMEÇOU A TRATAR DA SUA REGULAMENTAÇÃO RELATIVA AO JOGO ONLINE, NO FINAL DE FEVEREIRO DE 2014 JÁ ESTAVA A CONCEDER LICENÇAS À BETFAIR PARA EXCHANGE (liquidez internacional), CAVALOS, POKER, ETC.

    Tribunal com eles.

    Goal escreveu:
    Ainda posso enumerar mais porcarias por parte da AnAon, culparem os apostadores por blackouts falhados... ainda tou para saber de quem foi essa brilhante ideia, é que não era nada expectável que os doentes dos placards se metessem logo a criar contas na Pokerstars.pt, aliás, até alguns jogadores profissionais por lá andam.

    Caro Goal: Permite-me usar a tua mensagem de desagrado (julgo que posso classificar assim) para responder a algumas observações semelhantes que foram feitas por outros utilizadores.

    As decisões da ANAon sempre foram tomadas de forma democrática. Se não estás de acordo com algo, porque não propuseste uma medida nas várias sessões de esclarecimento que realizamos? A direção sempre deu seguimento à vontade da maioria, mesmo quando esta foi contra a opinião da direção, como, por exemplo, no caso que aqui mencionas: o blackout votado pelos associados ao Poker sem liquidez internacional que não foi cumprido (nem tinha forma de o ser) por parte dos apostadores e que fragiliza a associação. Podes (e deves) consultar as sessões de esclarecimento para confirmares o que aqui te escrevo.

    PS: A ANAon nunca aceitou qualquer publicidade a casas de apostas! Estás a confundir a ANAon com a Academia ou o Poker.pt ou a ApostaGanha. Na tua ideia de justiça, para além de todo o tempo e dinheiro que investimos na ANAon deveríamos também fechar a Academia o Poker.pt e a ApostaGanha (porque vivem de publicidade e sem ela não podem pagar aos seus trabalhadores). Seguindo a tua crença, isso iria fazer com que as pessoas não apostassem nas casas de apostas apesar de todos os anúncios em todos os jogos nacionais e internacionais que passam na TV, o patrocínio das competições nacionais, o patrocínio nas equipas, os anúncios nos jornais nacionais, no Facebook, etc... Na tua ideia, estávamos melhor servidos sem um espaço como este onde aproveitaste para escrever esta mesma opinião.

    Goal escreveu:
    PS: Ainda assim, agradeço o tempo perdido por parte da AnAon. No geral tenho-vos como gente com intenções boas relativamente ao processo, fundamental na ajuda da criação de regulamentos, etc. No entanto não me sinto representado por vocês. Sorry
    Caro Goal:
    Não tens que pedir desculpa por não te sentires representado pela ANAon. Diria até que, uma vez que a associação é democrática, o mais natural é que não consiga abranger todos os apostadores/jogadores, porque a unanimidade é utópica e, a haver maioria, implica que haja minoria que não esteja de acordo.
    Se não queres submeter as tuas ideias a votação na ANAon porque não crias uma associação para lutar ao lado da ANAon e assim contribuis também?
    Não entendas esta sugestão como uma provocação. Digo-o (como sempre disse) com o sentido sincero que acho que todos nós (apostadores/jogadores) teríamos mais hipóteses se houvesse mais pessoas que, tal como nós, fazem o que acham ser melhor no sentido de ajudar a alcançar os objetivos que são comuns (e esses estamos todos de acordo, o que podemos divergir é na forma de os alcançar).


    Por último, sou da opinião que os assuntos da ANAon devem ser debatidos em sede da ANAon, numa das reuniões que fazemos periodicamente. Pessoalmente, demonstro indisponibilidade para ir comentar a cada fórum as opiniões dos vários utilizadores, mas reafirmo total disponibilidade (como sempre foi até aqui) de colocar em debate qualquer tema que qualquer sócio da ANAon queira levantar (nunca um membro da ANAon, que tenha pedido a palavra ficou sem a possibilidade de expressar a sua opinião). E reafirmo que (uma vez mais, tal como sempre foi até aqui) a direção da ANAon irá seguir a opinião da maioria, mesmo que esteja em desacordo com a mesma.